Como o espiritismo era visto no século XIX

Com mais de 15 mil exemplares vendidos em duas semanas, novo livro de Rafael Figueiredo aborda os princípios da doutrina espírita em Londres

Em seu novo romance, Rafael Figueiredo, inspirado por Frei Felipe, conduz o leitor a vivenciar os primórdios do desenvolvimento do Espiritismo, no final do século XIX. Os protagonistas são o médico Edouard e sua esposa Elizabeth, que, em contato com eventos sobrenaturais, encontram evidências de que as manifestações dos espíritos não eram apenas fruto de cérebros fracos, como ditava o preconceito científico.

Numa sociedade britânica dominada basicamente pelo protestantismo, os estudos sobre a vida após a morte apresentavam para o mundo novas perspectivas sobre a existência humana. Porém guerras e revoluções modificam o roteiro da história, levando os personagens a experiências até então inexplicáveis.

O leitor pode identificar situações de preconceito vindo tanto de filósofos positivistas quanto de religiosos, que acreditavam que o espiritismo era uma agressão contra seus ideais e roubaria fieis de suas igrejas. Além das cenas do embate filosófico-religioso, o livro conduz ao contexto da Primeira Guerra Mundial, a qual o protagonista vivenciou e serviu como médico, demonstrando a importância do evento que modificou o futuro da Doutrina.

Assim, como em Do Século das Luzes também publicado pela editora Boa Nova, O Testemunho dos sábios é capaz de emergir no passado apresentando detalhes da sociedade da Londres do século XIX, durante a Revolução Industrial, em que a pesquisa científica e as economias efervesciam a metrópole – considerada à época a capital do mundo. Em menos de duas semanas de lançamento, o livro já vendeu mais de 15 mil exemplares.

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